Vigilância identifica mais três focos do mosquito da dengue, porém índice rápido classifica o município como de baixo risco de transmissão

Para um grupo de agentes comunitárias de saúde e para as agentes de combate a endemias de Capivari de Baixo esta semana começou com varreduras em de três locais onde, na sexta-feira (10), foram identificados mais três focos do mosquito Aedes aegypti.

Eles foram identificados durante ações de monitoramento da Vigilância em Saúde no Centro (dois) e no Bairro Santa Lúcia (um). Com isso, subiu para 15 o número de focos identificados no município em 2026.

As varreduras em um raio de 300 metros nessas localidades (em uma delas ocorreu apenas uma revisão, em raio de 50 metros)  têm o objetivo de intensificar a eliminação de criadouros e o controle do mosquito. Elas ocorrem hoje (13) a partir das 8h.

De acordo com a análise técnica da Vigilância em Saúde para a atual situação, a concentração significativa de focos no Centro representa área crítica para potencial risco de transmissão, considerando maior densidade populacional e circulação de pessoas. Os bairros Santo André e Santa Lúcia também demandam atenção devido à presença ativa do vetor.

A análise de risco da Vigilância é de que, mesmo na ausência de casos autóctones confirmados, o cenário atual é classificado como estado de alerta, devido aos seguintes fatores:

Existência de focos ativos do mosquito Aedes aegypti; Casos ainda em investigação; Potencial introdução do vírus por casos importados futuros; Condições ambientais favoráveis à proliferação do vetor.

Segundo o coordenador da Vigilância em Saúde, “embora o município não registre, até o momento, casos positivos confirmados, a presença de focos do vetor em áreas estratégicas exige vigilância permanente e resposta coordenada entre as equipes. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar a instalação da transmissão local. O comprometimento das equipes de saúde e da população é fundamental para manutenção desse cenário controlado”, considera Rodrigo Vargas.

A Vigilância em Saúde reforça a importância da colaboração de todos os moradores, mantendo seus imóveis livres de água parada e permitindo o acesso das equipes de saúde quando necessário.

Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) mostrou que Capivari de baixo tem baixo risco

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) divulgou na semana passada o resultado do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) e Levantamento de Índice Amostral (LIA) realizado pelos municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti, entre janeiro e fevereiro deste ano. Em Capivari o levantamento foi feito entre 26 de janeiro e 24 de fevereiro.

O LIRAa/LIA é uma atividade que foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde em 2002 e permite a identificação de áreas com maior proporção/ocorrência de focos, bem como dos criadouros predominantes, indicando o risco de transmissão de dengue, chikungunya e Zika.

Esta atividade é realizada por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP).

Conforme definido nas Diretrizes Estaduais para Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas, os municípios infestados devem realizar a atividade uma vez ao ano, preferencialmente com início no mês de janeiro.

Para este levantamento, 185 municípios foram orientados a realizar o LIRAa/LIA, em virtude da sua condição de infestação pelo Aedes aegypti. Desses, três não realizaram a atividade, sendo eles: Celso Ramos, Romelândia e Tigrinhos.

Assim, a atividade do LIRAa/LIA foi realizada por 182 municípios. Desses, 71 (39,0%) foram classificados como de baixo risco para a transmissão de dengue, chikungunya e Zika, dentre eles, Capivari de Baixo; 86 (47,3%) como de médio risco e 25 (13,7%) como de alto risco.  Em comparação com os dados do LIRAa/LIA realizado em janeiro de 2025, observa-se redução no número de municípios classificados com alto risco de transmissão. Em contrapartida, houve aumento no número de municípios classificados com médio risco em relação ao observado no ano anterior.

Nos outros cinco municípios da região da Amurel onde ocorreu o levantamento, Braço do Norte foi classificado de alto risco de transmissão de dengue, chikungunya e Zika, São Ludgero e Grão-Pará, de médio risco, e Tubarão e Laguna, de baixo risco.